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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Campo das Tribos e Tribes Brasil 2011

Então como todas as tribalistas brasileiras já sabem a essa altura, recentemente tivemos dois grandes eventos Tribais no eixo São Paulo-Rio de Janeiro e resolvi fazer um breve release da minha experiência nesses dois eventos incríveis!

 Nos dias 14 e 15 de maio aconteceu o Campo das Tribos em São Paulo, organizado por Rebeca Piñeiro, com direitos a stands de produtos tribais, mostras, show de gala, workshops e muita gente da cena atual! Nas Mostras e no Show de Gala podemos conferir grandes nomes (novos e antigos no Tribal Fusion) mostrando seu trabalho e apreciando as amigas e os amigos.

No dia 14 tivemos a Mostra e, logo em seguida, o Show de Gala. Foi com muita alegria que pude perceber que o povo tem estudado o American Tribal Style e eu, como defensora do ATS no Tribal Fusion, fiquei exultante ao estrear no ATS oficialmente com o Pandora ATS, grupo com direção de Mariana Quadros e com as minhas maravilhosas amigas Anna Cláudia, Ana Lua, Dayeah Khalil, Yoli Mendez e essa que vos fala como integrantes.

Na Mostra também pude perceber uma grande evolução em nomes que já conhecia e novos nomes surgindo com força. Acho que é importante também lembrar e ressaltar que muitas vezes alguém começa a se destacar na dança e todos que não conheciam essa pessoa antes pensam que ela é iniciante, o que muitas vezes está errado: algumas pessoas tem o cuidado de estudar e trabalhar muito antes de se dizerem profissionais e se jogarem na cena, mesmo tendo um trabalho fundamentando e consolidado. #ficaadica

 O Show de Gala foi lindo! Abrimos com o DSA Tribal (Crystal Zárifa, Dayeah, Driih Najla, Yoli Mendez e eu) com coreografias de Kilma Farias e Mariana Quadros (Tribal Brasil e Tribal Fusion). A Cia Lunay veio quebrando tudo... A Cia Shaman de Rio Claro com direção de Paula Braz, também! Lindas! Bailarinas lindas... Kilma, Paula...

 Assisti os solos das lindíssimas Mariana Quadros e Crystal Zárifa e fiz o meu solo entre os delas... Me diverti muito e, como danço improvisado, acho que transpareceu! A atmosfera era de muita confraternização e união, amizade mesmo... E minha felicidade passou para a minha percepção da música, com certeza. Foi muito divertido! Acho que foi um dos meus solos nos quais mais improvisei e deixei rolar, desde que comecei a dançar Fusão e saí da Dança do Ventre, anos atrás. Obrigada pelo convite Rebeca!

Kilma Farias na Gala do Campo das Tribos 3


Os workshops aconteceram no dia 15 num lugar muito charmoso... Pelos comentários que ouvi o povo curtiu muito... Aline Muhana, Jaqueline Lima, Kilma Farias, Kelly Maurien, Loreta Spiandorello, Paula Braz e essa que vos fala ministraram workshops de temas variados e abordando diversos aspectos da Dança Tribal, desde ATS, passando por expressão e interpretação até chegar no condicionamento, acessórios e combos de Tribal Brasil e Tribal Fusion. De minha parte posso dizer que minhas alunas foram muito aplicadas e ficaram até o fim, mesmo tendo terminado super tarde. Obrigada povo! =)


O clima geral do evento foi tão delicioso, todo mundo como uma grande e unida tribo... Meninas do Rio, do Nordeste, de Sampa... Eu amo essa energia que só o Tribal gera, de UNIÃO mesmo! Sem fofoquinhas, sem ficar falando mal da colega, sem ficar comparando dança, comparando ARTE. Uma apreciando o trabalho da outra com grande respeito e humildade. As iniciantes, as mais antigas, tudo como uma grande família. Sem falsidades e sem invejinhas. Sei que parece utópico demais e pode parecer ingenuidade minha, mas é essa energia que os eventos de Tribal desse ano me inspiraram...




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O Tribes Brasil 2011, com organização de Jhade Sharif, Nadja El Balady e Cia Caballeras, aconteceu no Rio de Janeiro e teve como convidada especial a minha queridíssima Ariellah Aflalo.Muita gente que eu não via por quase um ano estava lá e acho que ninguém conseguiu esconder o clima de união de tribos, amizade e pura felicidade tribal. De minha parte foi só alegria: poder rever a Ariellah (pela 3a vez) e conversar com ela novamente, ver todas as minhas amigas tribais antigas e recentes, estar com pessoas que amo e ainda curtir um lindo espetáculo de Dança (Carpe Noctum) e uma linda Mostra no dia seguinte superou todas as minhas expectativas!


Depois de nossa Roadtrip (em ótima companhia) chegamos ao Rio de Janeiro na sexta-feira a noite e aproveito para deixar registrado o meu MUUUUUITO OBRIGAAADO a Aline Muhana e Aisha Hadarah, valeu pela ajuda meninas! Se não fosse por vocês nem sei o que seria de nós no Rio... hehehehehe

No dia 25 tivemos o primeiro workshop com a toda-poderosa e linda Ariellah numa sala grande e iluminada pelo sol (lindo!) onde treinamos improviso e combos. Após conversas e fotos com Ariellah tivemos o workshop da querida super especialista em quadril Nadja el Balady e, em seguida, a toda linda Kilma Farias (sem puxação de saco gente, vocês não sabem como essa mulher é F***!).


A Noite aconteceu o Espetáculo Carpe Noctum, todo voltado para a estética mais Dark. Não preciso dizer que eu estava vibrando na minha cadeira né?? Quem me conhece sabe quem quase nem gosto de Dark Fusion (mentiraaaaaa)... Primeiro foram as convidadas e depois a Cia Caballeras. Tivemos solos, coreografias muito conceituais (AMEI!) e rolou muita coisa lindaa! A Ariellah abriu o show e nem preciso dizer que estava perfeita....


Ariellah arrasando by Chelle Vianna


Aqui quero destacar a Cia Shaman de Natal com direção de Cibelle Souza: VOCÊS ARRASARAM DE UMA MANEIRA INDESCRITÍVEL. Todo mundo na platéia ficou comentando de vocês, foi impressionante! Há muito tempo eu não via algo tão lindo, tão original, e tão bem feito! Sua lindas!

Mariana Quadros by Chelle Vianna
Os solos estavam lindíssimos... Eu sou suspeita para falar porque amo aquele povo que dançou: Bella Saffe (toda linda de saia esvoaçante e quadril soltinho), Bia Vasconcelos (fazendo o que ela sabe de melhor, fusionando Tribal e Ballet com uma leveza linda), Kilma Farias (no Dark Fusion Brasil todo lindo e original, com música de João Cassiano), Mariana Quadros (toda maravilhosa dançando Fever Ray e me fazendo chorar litros) e Marília Lins (toda expressiva com um figurino que era um luxo só!).

O Carpe Noctum da cia Caballeras foi um show a parte... Teve Piratas, Vampiros, Ciganas obscuras, Burlesco, Cybergoths... Uma delícia de assistir! Só queria dizer que, além da dança é claro, eu ameeei a produção e os FIGURINOS!! Tão lindo ver tudo caprichado e de tão alto nível... Lindo, lindo! Parabéns a Nataraja Designs e ás integrantes!

Rhada de Jack Sparrow


Ahh! Destaque para Rhada de Jack Sparrow! Menina, arrasou! Mesmo sem voz... =)

No dia 26 tivemos mais um work com a toda linda e poderosa Ariellah sobre layering e drills... Suei bastante, mas amei! Foi bem parecido com o que havia feito 
em Buenos Aires... Bem puxado! Depois works com Rhada Naschpitz (condicionamento), Karine Xavier (Giros e Saltos) e Carol Shavarosk (The Balkan Fusion).


No teatro tivemos muitas bailarinas lindas apresentando seu trabalho... Muitas que dançaram na Gala fizeram números na Mostra também, com enfoque diferente, o que eu amei! tão legal poder ver alguém ir do Dark ao Fusion, ao Brasil, de maneira tão suave e descomplicada. Adoro as possibilidades que o Tribal Fusion nos proporciona!

Destaque na mostra para o duo de Kilma Farias e Nadja el Balady! Essas duas arrebentaram! Lindo, lindo, lindo! E destque para Renata Camargo e Carla Brasil, duas meninas-xamãnicas lindas!

Na Mostra também dancei ATS com as meninas do Mozuna, alunas da Aline, Ulan Daban e nós do Pandora (eu e Mariana)... E depois fiz um solo meio exausta, mas me diverti muito! =)


Tribo Mozuna
O evento terminou com uma linda Capoeira Fusion em clima de muita integração, união de tribos e confraternização.

Depois fomos jantar num centro gastronômico muito charmoso, em grande estilo e com companhias maravilhosas! Nos despedimos das meninas e do Tribes Brasil 2011.



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A impressão geral é a melhor possível desses dois grandes eventos que tivemos e da vinda da toda linda Ariellah. Muitas saudades já das amigas que voltaram para casa e muitas lembranças guardadas com carinho das palavras trocadas com pessoas tão queridas para mim. =D


Ariellah por Chelle Vianna

sábado, 30 de abril de 2011

Workshop de Interpretação Musical na Dança

Descrição do Workshop que estarei ministrando no Campo das Tribos

Interpretação Musical na Dança

A interpretação musical é a forma como um artista específico interpreta uma determinada música. Sendo uma interpretação feita por alguém, é algo extremamente pessoal e criativo. Uma mesma música dançada por determinada bailarina pode nos encher os olhos ou entediar. A nossa capacidade de transmitir os sentimentos e emoções de uma música através da dança é uma habilidade a ser exercitada.

Juntas podemos pensar em questões que nos ajudarão a desenvolver nossos sentidos para a percepção musical. Questões como: O que faz você escolher uma música para dançar? Por que essa música e não outra? O que essa música diz para você? O que você quer dizer com ela?

A interpretação musical no contexto da Dança nos permite explorar o aspecto comunicativo da música e do corpo, traduzir uma música através dos nossos gestos e expressões.

Mas então qual música escolher e que caminho seguir dentro dela, já que uma única música nos oferece infinitas possibilidades?

Com esse workshop de Interpretação Musical na Dança pretendemos explorar o lado comunicativo e expressivo da bailarina e todo seu potencial artístico e criativo dentro do Estilo Tribal, treinando nosso ouvido e corpo para que possamos ser como um instrumento tocado pela música.

Os seguintes tópicos serão abordados:

-Como escolher a SUA música.
-O que essa música diz para você e o que você quer dizer com ela?
-Por onde começar a dançá-la?
-Melodia, voz e percussão, o que você escuta e como passa isso para o público através do seu corpo.
-Comunicação, criação e expressão musical em sua performance.




Por Gabriela Miranda
(11) 64926126      

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Fusão ou Colagem? Tribal ou Dança do Ventre?

Assistindo a alguns vídeos de solos de "Tribal Fusion" eu não pude deixar de refletir sobre como as pessoas confundem Dança do Ventre com Tribal Fusion e Tribal Fusion com Fusão.

Então vamos por partes, quem nem o Jack The Ripper... =P

Como acho que o povo já sabe o que é Dança do Ventre, vou pular essa parte. Então, o que é Fusão?

Mais uma vez citando a Mira Betz (sei que vocês devem estar cheias disso já! rs) na Argentina "A maioria das dançarinas pega um pouco de cada dança e faz uma colagem de figuras, não uma fusão. Ok, aqui está meu mudra indiano, agora meus floreios flamencos, aqui meu maia de dança do ventre... E onde está a Fusão nisso tudo?".

A Fusão é a "mistura" de dois ou mais estilos de dança de maneira  natural e fluída. Para tanto a bailarina deve ter um mínimo de conhecimento e estudo sobre os Estilos que vai fundir. Por isso não me apetece muito quando vejo bailarinas que simplesmente colam um passo com outro de diversos estilos de dança, sem colocar nem um pouco do seu estilo pessoal, ou de fluidez...

Acho que o legal seria se estudássemos as danças que pretendemos fundir em sua origem para que elas entrassem em nossa memória muscular e ali ficassem, de maneira que seria impossível não fazer um floreio em uma performance, ou um maia, ou um mudra que seja, por estes movimentos já estarem fazendo parte do seu repertório "inconsciente", digamos assim.

Acredito sim que muitas bailarinas profissionais que conheço atingiram esse estágio de Fusão no Tribal, e geralmente são aquelas que são mais elogiadas nesse estilo. Citando algumas: Kilma Farias funde Tribal com Ritmos brasileiros com uma naturalidade incrível. Bela Saffe com Dança Indiana, lindamente. Na Mariana Quadros vejo bastante ATS, locking e poping e braços do Flamenco. Só citando algumas profissionais reconhecidas.

Então, continuando, acho que por agora todo mundo que conhece Tribal já sabe - ou deveria saber - que é uma Fusão de Danças Étnicas que veio do American Tribal Style (ATS), explicando bem resumidamente. Então, eu me pergunto, por que ainda vemos tantas performances em que há só e completamente Dança do Ventre na técnica da dançarina enquanto ela se diz bailarina de Tribal Fusion?? Ou ainda performances que fundem sim elementos de diversas danças, mas ainda assim não podem ser consideradas como Tribal Fusion, e sim apenas como Fusão? Por que ainda vemos tantas bailarinas se encherem de búzios e fazerem movimentos vampirescos, grotescos e muitas vezes, exagerados, achando que estão fazendo Tribal? (gente, não tô falando mal do Gothic nem do Dark, que eu AAAAAAMO e todo mundo sabe que é meu estilo favorito, estou falando de Tribal Fusion feito por pessoas quase leigas.)

De onde veio a idéia de que Tribal é o lado negro da Dança do Ventre?

Eu não sei para as outras bailarinas, tirando as minhas amigas com as quais já conversei sobre isso, mas para mim Tribal NÃO É Dança do Ventre. Também não é Flamenco. Também não é Breakdance. Tribal é Tribal. Fusão é Fusão. Ponto. São coisas DIFERENTES.

Mas então o que define uma apresentação como Tribal Fusion, Dança do Ventre ou somente Fusão? Agora, essa é uma questão delicadíssima. Mas vou dar minha humilde e sincera opinião. Para mim, e estou dizendo que isso não é receita de bolo nem regra de nada, PARA MIM é o American Tribal Style. Sinto muito. Para mim em aulas de Tribal passos de ATS devem ser ensinados, mesmo que estilizados para o Fusion. E sim, eu gosto de ver ATS em solos de Fusion. Maaaaas, não é só isso. Uma performance pode sim, muito bem, não ter um único passo de ATS e ser Tribal Fusion sim. Aí, repito, PARA MIM depende da postura da bailarina (lembram que o ATS tem aquela postura orgulhosa do Flamenco? pois é...), da interpretação, expressão e... da Fusão. Sim, porque se eu só vejo Dança do Ventre numa apresentação, me desculpem, mas mesmo se a bailarina estiver coberta de búzios e penas, eu vou ver Dança do Ventre e deu.

Muitas vezes vejo uma performance e me pergunto, cadê o Tribal desse Fusion? Porque a bailarina pega, de novo, um passo de cada Dança Étnica, faz aquela colagem da qual falamos antes e diz que é Tribal. Por que nomeiam qualquer tentativa de Fusão por aí como sendo Tribal? Acho que devemos prezar mais pela qualidade do nosso Tribal. Eu digo isso numa boa, não como bailarina, mas como espectadora. Já é difícil para o público leigo entender a diferença entre Dança do Ventre e Tribal, portanto, cabe a nós, bailarinas, deixar isso bem claro para todos, inclusive para nós mesmas. E isso significa ESTUDAR, meninas. ESTUDAR AMERICAN TRIBAL STYLE e estudar os outros estilos que você quer usar no Fusion do seu Tribal.

Não tem dinheiro? Ótimo. Estude como pode. Pesquise, veja vídeos no Youtube, com parcimônia, claro. Pergunte para pessoas com mais experiência que você, corra atrás! É o seu nome que vão anunciar quando você subir no palco. Se você fizer feio, fica feio só para você.

Agora, se você não quer se rotular, não tem problema! Eu mesma odeio rótulos. Mas então se você não sabe diferenciar uma coisa da outra, não diga que dança Tribal. Diga Dança do Ventre, ou Dança do Ventre Fusão no máximo. As dancers americanas não costumam se definir como bailarinas de Tribal... a Asharah mesmo já se revoltou com isso de Tribal e declarou aos quatro ventos que dança BELLYDANCE sim, dá licença. A Rachel Brice diz que faz Bitter Oriental Dance... De qualquer maneira, conheça o que você está fazendo antes de nomear, rotular, e assinar em três vias autenticadas.

Desculpem, pequeno desabafo quanto a ignorância do que é Fusão e Tribal por parte das próprias pessoas que dançam e deveriam, mais do que ninguém, saber o que estão fazendo e ajudar a desfazer os pequenos mal-entendidos que pipocam por ai.